O tempo faz a gente mudar bastante, né? Existem duas coisas que eu posso assumir que melhorei. A primeira sempre foi o meu maior problema: paciência. Sempre fui o tipo de pessoa que queria várias coisas ao mesmo tempo, e eu queria ali e agora. Mal de filha de única, mas ao meu ver, era só meu jeito mesmo. Durante toda minha vida “jovem”, eu tive frustração atrás de frustração por desejar muitas coisas, mas não ir atrás ou desistir logo no primeiro erro. Com o tempo, eu resolvi persistir, eu errei, eu aprendi a lidar com isso e quando não conseguia, tinha pessoas realmente verdadeiras que me falavam verdades ao ponto de me frustrar, mas me que me faziam querer continuar, e assim acabavam me motivando. Aos poucos, eu fui tomando gosto pelo processo, por ver a minha evolução na minha meta, notar que não era necessário talento, nascer com aquele dom, mas prática e muita, muita paciência.

A segunda é me aceitar como eu sou. Não importa se são coisas que eu sempre odiei, mas que herdei, ou traços da minha personalidade que por mais que eu tenha tentado, eu sei que são parte de mim. A batalha é diária e eu tenho muitos dias ruins, mas eu também comecei a ver o lado positivo de ser quem eu sou, ver o que me destaca, ou nos piores dias, que façam as pessoas gostarem de mim, senão eu não teria ninguém perto, né? E não, eu não precisei aprender a me amar pra que me amassem, diferente do que as pessoas sempre falam, mas conforme esse sentimento surgiu, foi muito mais fácil pra mim e pras pessoas a conviverem comigo e se aproximarem de mim.

Hoje em dia, eu estou longe de ser o que espero para o meu futuro, mas ao mesmo eu vejo uma luz no fim do túnel porque eu finalmente entrei no trem e estou indo em direção à algum lugar.

Imagem: Flickr

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