A terceira (as outras estão aqui e aqui) e penúltima parte da viagem finalmente está no ar. Confesso que fiquei enrolando pra postar porque toda vez que via as fotos começava a ficar bem pensativa e a morrer de saudades. Já falei que foi um dos lugares que mais me marcou. Eu sabia que ia me divertir muito e adorar a cidade, mas não que sairia a achando tão especial e linda assim.

É tão bom quando você pode fazer um monte de programas diferentes no mesmo lugar, não? Fomos a Venice Beach e a Santa Monica em um dia só e me apaixonei pelas praias. Em Santa Monica quis muito entrar na água, mas não tinha levado biquini e o nosso tempo estava curto, mas pude molhar o pé, sentir aquela água fria em mim depois de um dia de muito sol. Em Venice, que muita gente acha que não vale a pena ir, me apaixonei pelo ghetto by the sea. Confesso que fui lá porque já vi tantos filmes ali, e um dos meus preferidos foi filmado e conta a história do pessoal daquela área, ou seja, precisava ver a diferença com os meus próprios olhos. Você sente uma diferença absurda entre os dois lugares já que em Venice tem apresentações de rua, rappers tentando ficar famosos ou como eles dizem, ‘fazer você virar fã’, as pessoas te param mesmo e é meio ‘Brasil’. Na parte do píer de Santa Monica só vi uma wannabe cantora (muito ruim, por sinal) e de resto, era algo bem mais impessoal e turístico mesmo. Os dois lindos do seu próprio jeito.

Um dos museus mais lindos que visitei também é em Santa Monica, o Getty Villa. Em pensar que isso era uma casa de um senhor que começou pobre, trabalhou e virou um dos homens mais ricos do mundo. Nesse meio tempo se apaixonou pelas artes e começou a colecionar várias obras até morrer. Se eu não me engano, ele já tinha construído o Getty Museum, que não cheguei a visitar, mas depois de seu falecimento a casa virou um museu anexo. Lá tem tours separados para as obras, do jardim e hortas e da arquitetura. Um sonho, não? O melhor é que a entrada é de graça nos dois locais, só é preciso marcar a data e hora pelo site.

Também visitamos o LACMA no último dia e foi lá que tive um dos momentos mais felizes da vida vendo ao vivo o “Ceci n’est pas une pipe” do Magritte, um dos meus pintores preferidos. Cheguei a visitar uma exibição somente dele em Viena que continha quase todas as suas obras, infelizmente, essa não estava lá pois não pode sair desse museu. Tive que ser toscona e tirar foto do lado, mas não consegui me conter.

A primeira coisa que você aprende quando vai pesquisar sobre Los Angeles é que ela não é uma cidade grande. Santa Monica, Venice, Beverly Hills não são bairros, mas cidades próximas que você chega tão rápido como se estivesse mudando de bairro. Enfim, a Califórnia é linda, cheia de coisas pra fazer e pra todos os gostos, e muito diferente do que as pessoas pensam, não tem foco só no cinema e Hollywood (não que eu esteja reclamando) ou em compras. As comidas são de morrer e você acha cada coisa gostosa em locais pequenos e escondidinhos. Dá mesmo pra entrar em lugares aleatórios sem se arrepender, com isso, a minha lista de restaurantes quase não foi tocada. 🙁

Pra sair de noite também é ótimo, mas como muita cidade americana, os melhores locais você não encontra na internet. É tudo muito antigo e mudam conforme a estação, mas como fui acompanhada de quem morava lá, deu pra aproveitar e se divertir bastante.

Eu poderia continuar falando por tanto tempo, mas acho que já deu pra entender (e ver!) quão linda a cidade é. Volto com a última parte que traz mais algumas fotos e a parte de comidas! E ah, pra saber o nome dos locais é só passar o mouse pela foto.

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