Um pouco menos de doze horas, dois armários quase que vazios, alguns livros a menos, fotos, recordações e duas malas pra enfiar metade de uma vida. Já vi minha mãe chorar, já vi meus amigos chorando, já vi todo mundo chorar e obviamente, chorei com todos eles. Parece que todos nós nunca vivemos dois intercâmbios que eu fiz, né? Mas conversando com uma amiga ela me disse que parece que cada vez que a gente vai as coisas se tornam mais difíceis.

Eu também me conheço pra saber que, como qualquer pessoa, inicialmente o choque é imenso independente de onde eu esteja indo e depois de alguns dias ou semanas eu me acostumo com a rotina totalmente diferente e até me pego pensando ‘Ué, do que eu tinha receio? Já tô amando tudo isso!’. Assim como eu sei que eu vivi grande parte da vida em uma cidade que finge ser grande, mas tem a cara e o dia a dia de um interior com sua rotina calma, todo mundo se conhecendo há anos, enfim, aquele sentimento que você tem sobre o local que você mora, vira parte de você e não importa onde você vá ele sempre vai te acompanhar já que influenciou em parte do que você é hoje. As coisas vão ser totalmente diferentes agora, desde a rotina, os amigos, os sonhos, as expectativas. Estou ansiosa e um tanto quanto nervosa, mas aquele nervosismo positivo, quem não estaria né?

Só é difícil esquecer que essa é uma etapa nova da minha vida que, poucos sabem, tem muito mais planos em um futuro não muito distante e mesmo que tenha ido algumas vezes eu sempre soube que iria ter pra onde voltar, hoje não mais. Eu imaginei minha vida até agora como se eu estivesse aprendendo a voar, caindo, levantando e voando novamente pra finalmente pegar o impulso e ir de vez. É agora, é de vez, é hoje, daqui um pouco menos de doze horas.

Acabei escrevendo o post todo com essa música da Ellie Goulding que, por coincidência, diz assim: It’s okay to be afraid but it will never be the same, it will never be the same.

Imagem do post via Flickr

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