TAG: Wanderlust

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buenosairesBuenos Aires, 2014

Faz muito, mas muito tempo que eu não faço uma TAG nesse blog que honestamente, nem lembro a última. Esses dias estava no blog da Taís e me deparei com essa tag maravilhosa sobre um dos melhores assuntos do mundo: viajar. Não teve outra e eu tive que copiar. Não vou taggear ninguém porque acho que nesse tempo atual de blog ninguém mais faz isso ou posta com frequência mas sintam-se livres pra fazer e caso façam, me avisem. Vamos lá:

1: Quando e pra onde ia o seu primeiro avião?
Provavelmente antes de um ano de idade porque sempre vi todos minhas muito pequenininha em Brasília e Porto Velho. Nasci em um e morei quando bem pequena em outro daí fazia bate volta sempre pra ver minha mãe e meu pai.

2: Para onde você já foi e gostaria de voltar?
Acredito que todos os lugares que já fui, dentro e fora do Brasil, eu gostaria de voltar, mas atualmente entre todos que visitei queria muito ir pra Nova Iorque novamente. Tá dando uma saudade absurda de lá.

3: Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema. Pra onde você vai?
Iria pra Islândia, sem sombra de duvidas, mas morro de medo de não voltar (porque eu sei que não iria querer) então já que dinheiro não é problema eu iria pro leste europeu e depois pra lá. Provavelmente já estaria planejando outra viagem também.

4: Método preferido de viagem: avião, trens ou carro?
Avião por ser mais rápido e ter essa saudade de sair do país que ando tendo, mas nunca viajei de trem e quero muito, se possível logo e vendo paisagens lindas. Viagens de carro são mega agradáveis e desde que me mudei pra São Paulo peguei gosto por elas e pelo famoso bate-volta ou só uma fugidinha pelo final de semana.

ilhadepascoaIlha de Páscoa, 2014

5: Site preferido de viagem?
Blogs de gente que viaja, principalmente os que dão muita dica, e sites de promoções (óbvio)

6: Para onde você viajaria só pra comer a comida local?
México, França e Itália.

7: Você sabe seu número de passaporte de cabeça? 
Sei o início mas me embolo no meio.

8: Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?
Janela sempre. Corredor é ok porque sempre levanto pra ir no banheiro mas assento do meio acho que ninguém gosta, né?

9: Como você passa o tempo quando está no avião?
Querendo ou não, eu durmo e geralmente, antes de decolar.
Se a viagem é mais longa consigo ler um pouco de livro, se tem série/filme vejo alguma coisinha, mas geralmente abro um livro por meia hora e o resto passo dormindo/escutando música.

10: Existe algum lugar pra onde você nunca mais voltaria?
Não, eu não odiei nenhum pra não voltar, mas acho que deixaria pro fim da lista Washington, D.C. que já visitei e achei lindo mas não voltaria tão cedo e Santiago, no Chile porque já fui duas vezes em um curto espaço de tempo.

dsc_1192Vienna, 2012

Que saudade de viajar que deu. Pegar um avião pra qualquer lugar, provar comidas novas, olhar cenários e pessoas diferentes e aprender muito enquanto você se emociona como o mundo é lindo. Ô gente, como alguém não gosta de viajar? Ficar em casa é ótimo, mas voltar pra casa é melhor ainda principalmente trazendo experiências como essa.

gracehartzel01

Vocês sentem como se o final do ano fosse quase um dementador? Parece que quando vai chegando na reta final aparecem mil coisas pra fazer, mil coisas pra resolver, tudo que foi acumulado o ano inteiro porque existia o famoso “tempo” parece não existir mais e os dias, que já passam rápido, começam a correr. Eles parecem infinitos com a ajuda do horário de verão, mas quando chega o fim da noite você sente que eles só passaram mais rápido.

Esse final do ano me sinto assim: correndo contra o tempo. Pra vocês terem ideia, nem me toquei que fiquei esse mês sem atualizar aqui porque as coisas foram acontecendo, fui empilhando uma em cima da outra e parecia que nunca ia acabar. E não acabou. Me sinto muito exausta no fim do ano, me sinto motivada pra resolver o quanto der que enrolei no ano e ingenuamente acredito que no ano que vem as coisas vão ser diferentes. Ao mesmo tempo, sinto como se eu precisasse parar com mais frequência como se eu tivesse voltando a correr, depois de um tempo parada, pra recuperar o fôlego porque ninguém mais tem a energia que tinha entre janeiro e março, né? Noto que anualmente as pessoas falam como ano “dois mil e algo” precisava acabar logo porque não está sendo fácil. Realmente, nunca é fácil, mas acredito que esse ano foi bem difícil não somente pelos problemas pessoais que temos mas pelos problemas que surgiram durante o ano na sociedade.

Ao mesmo tempo que eu sinto o verão chegando, o calor, motivo pra ficar feliz, sair de casa, aproveitar, viver e etc parece que nem esse tempo anda chegando como antes, ele anda incerto e ele anda desmotivado como todos nós. Não é a toa que final de novembro tivemos dias com temperaturas mega baixas quando deveria estar quente. Parece que ninguém tem certeza de nada, do que é, do que vai ser ano que vem, do que será de nós, nem o tempo sabe quem ele é ultimamente, né? O tempo está louco. Eu tô louca. Você que está lendo isso provavelmente está louca. Ou eu estou só viajando, pegando assuntos aleatórios misturados com cansaço de tudo e de fim do ano. Talvez eu só esteja com sono. Talvez eu só precise dormir. Talvez enquanto meus olhos doem de sono minha cabeça continua devagando, exausta, mas quase sem parar.

Vai saber.

Vou parar.

Vou dormir.

Vai melhorar.

Imagem: Olivia Bee

Um das coisas que mais gosto na cidade é que sempre tem muita exposição pra ir. É só dar uma procuradinha que tem todo tipo de exposição pra todo tipo de gente. Não somente de arte, mas sempre tem algo que agrade a todos desde as crianças até os mais cultos e a maioria é de graça e pequena que você consegue passar duas horas do sábado aprendendo algo e conhecendo museus, galerias ou somente lugares interessantes.

frida

Ano passado nós tivemos outra exposição da Frida no Instituo Tomie Ohtake e até fiquei questionando o motivo da volta, mas não se enganem, é outra totalmente diferente. A exposição Frida Khalo – Suas Fotos é exatamente o que o título diz: fotos da vida de Fridinha A exposição é dividida em duas partes, a primeira sendo no MIS, que conta com a história da Frida devidamente separada em categorias (infância, guerra, família, etc) e a segunda, muito menor, no Espaço Cultural Porto Seguro, focando na Frida e na Casa Azul e também com uma timeline de sua vida. A exposição fica dividida entre os dois museus, que contam com transporte de graça entre um e outro caso você queira visitar no mesmo dia/hora, mas a do MIS é absurdamente maior. No caso, as duas são pequenas mas a estrutura do MIS é sempre muito mais bem feita. Talvez por estar acostumado a pegar exposições grandes e pra massa a arrumação e a estética é feita pra você fotografar e se divertir enquanto a do Porto Seguro é muito simples e muito, muito rápida. Se formos levar em consideração que existem 250 fotos na exposição ao todo, cerca de 220 estão no MIS, divida em categorias e 30 no Porto Seguro. Particularmente, achei a do Porto Seguro mais interessante por ser mais pessoal, mas você só tem interesse em ir em um dos locais, com certeza escolha o MIS. Aliás, a exposição como um todo eu achei muito linda e cada vez mais acho a Frida uma mulher incrível.

Frida Kahlo – Suas Fotos
03 de setembro a 20 de novembro
12h às 20h no MIS/Espaço Cultural Porto Seguro
$6 (inteira) e $3 (meia)

lego-copy

Por mais que o nome extenso seja interessante, eu não acho que exista uma pessoa que chame a exposição por outra coisa que a “exposição do lego” porque é basicamente isso: a arte do americano Nathan Sawaya com peças lego. São mais de 83 peças, que por algum motivo achava que era bem menos, divididas em várias categorias como réplicas de obra de arte, cores, formas geométricas, infantil entre outros, e todas em lego. Eu fiquei pensando quanto tempo faz que ele é patrocinado pela lego porque não é possível. Enfim, eu acabei achando a exposição um pouco menos interessante do que esperava. Quando você vê de perto, ainda mais depois que assistimos um documentário curtinho de 15min sobre o processo de criação, você percebe como é difícil desenhar qualquer uma dessas peças, mas por algum motivo algo simplesmente não bateu. Não sei se foi a explicação piegas a la filosofia barata de cada peça ou o fato de existir muita criança pra qualquer lado que você olhasse e muito adulto tirando foto de tudo a cada passo que você dava. Sem contar que estava absurdamente lotado e parecia uma feira e isso meio que acabou com o encanto de ir admirando sem 20 pessoas esperarem atrás de você falando e gritando. Enfim, é o típico programa pra levar teus primos e irmãos quando você quer algo diferente e é claramente voltado pra crianças por ter uma sala de desenho no final da exposição e com muitas peças lego pra você montar a sua ‘obra’. Que aliás, melhor parte da expo junto com o dinossauro imenso (!!!!!!) de lego que ele fez porque de resto, saí meio decepcionadinha.

A Arte de Criar com Lego (The Art of The Brick)
11 de agosto a 30 de outubro (acaba amanhã!)
09h às 20h na Oca do Parque Ibirapuera (Portão 3)
$20 (inteira) e $10 (meia)
Ingressos aqui

williameggleston

Parei pra pensar e eu já sabia, mas tive certeza que eu sou uma pessoa que gosta de estar fazendo coisas. O tempo inteiro coisas. Um dos meus maiores medos é ser aquele tipo de pessoa que a vida se resume a trabalho e nada demais porque está sempre muito cansada pra fazer as coisas. Que trabalha o dia inteiro com algo que não gosta muito (e eu gosto do que faço) e que de noite vê uma série, porém no outro dia repete isso e fica vivendo para férias ou finais de semana. Eu não quero sentir que minha vida inteira sejam dias em preto e branco com dias coloridos nos finais de semana e férias. Também acredito que quando você entra nesse limbo é muito difícil sair, principalmente pela preguiça, e por isso eu tento me ocupar.

Quando me mudei pra São Paulo eu fazia uma pós graduação então eu não tinha tempo pra fazer outra coisa, e isso já estava de bom tamanho, porque já tinha duas responsabilidades: meu emprego e meu estudo, além de morar sem meus pais. Quando entreguei meu artigo na pós (e quase formada porque preciso pagar uma matéria) fiquei pensando no “E agora?”. Essa cidade é tão grande, tão cheia de coisas que eu vou ficar só trabalhando e indo pra botecos? Saindo pra lugares legais, mas que no final não me acrescentam nada ou raramente vão me inspirar? Nada contra quem se sente satisfeito com isso, mas é que não sou eu, sabe? Eu gosto de estar aprendendo algo. Então nos seis meses que fiquei parada pude decidir que queria fazer algumas coisas: aprender a cozinhar, aula de pintura, quem sabe aprender um novo idioma (francês ou alemão?), estudar assuntos que me interessam, fazer de algumas coisas que me interessam ou quem sabe um hobby novo. Esse ano consegui fazer um curso de três meses de Culinária para Iniciantes na Nicolau Rosa e gostei muito. Não acho que aprendi tanto assim porque já cozinhava em casa, que aliás voltei a fazer com frequência, mas eram quintas-feiras que eu tinha um compromisso que gostava fazendo receitas gostosas e fáceis. Conheci pessoas novas e me diverti muito. Fiz um curso mega rápido de bordado, mas confesso que preciso comprar os materiais pra continuar em casa. Atualmente estou fazendo um curso semestral no MIS de História da Arte, e pretendo fazer o outro módulo ano que vem. Cada terça-feira que volto pra casa sinto que aprendi algo novo e me sinto muito inspirada. Olho pra trás esse ano e já me sinto um pouco mais contemplada. Existe tanta coisa que essa cidade pode te oferecer, muitas com preços acessíveis, pra você crescer ou simplesmente relaxar no fim do dia além do básico Netflix – boteco –  cinema – restaurante.

Pretendo fazer outros cursos tanto na minha área como fora dela. Sei que nem 1/3 dos cursos que quero fazer podem não acontecer por dinheiro, tempo e muitos fatores, mas o importante é não ficar parada. É exercitar a mente e acima de tudo, me sentir útil e feliz ao fim do dia. São minhas terapias. Cada um com as suas né? :)

Imagem: <a href=”https://www.flickr.com/photos/redbitchmyst/16754734743/”>Flavia Zett</a>

piscina

Esse não vai ser um post falando que voltei, que vou prometer postar mais ou que eu agora foi escrever frequentemente (é algo que, na realidade, estou tentando fazer, mas pra mim mesmo) porém é um post falando que eu sinto sim falta disso aqui. De compartilhar as coisas da vida, e os perregues (quantos perrengues, viu), as coisas boas que o dia a dia me dá, as coisas boas que eu descubro sendo elas livros, séries, podcasts, filmes ou sobre São Paulo e por aí. Aliás, desde que eu abandonei aqui acabei começando a ler muito mais. Muito mais mesmo. Então pelo menos não foi algo tão ruim assim porque continuei absorvendo bastante informação.

Morar sozinha e ser adulta é algo muito engraçado, frustrante e agoniante ao mesmo tempo. Você tem que rir pra não chorar em diversas situações, em outras só chora mesmo porque você se encontra que nem o gif do John Travolta sem saber pra onde vai, mas quando algo dá certo, dá realmente certo, é uma alegria porque cada pequena vitória é uma conquista enorme nesse mundo que é ser gente grande, mas não tão grande assim. Eu descobri que essa história de “esperar as coisas acalmarem pra voltar” não existe porque a realidade é que nada vai acalmar, sabe? Sempre tem algum caos e você no meio desse caos precisa achar a paz, algo que te faça bem ou que te dê sentido, independente do que seja.

Queria falar tanta coisa, sabe? Eu tenho tanta coisa pra externar, que eu sinto que preciso, pra contar, pra registrar (e me arrependo muito de ter feito pouquíssimos registros de São Paulo desde que me mudei), pra sugerir, pra simplesmente processar ou compartilhar, mas temos que começar de algum lugar né? Começando pela 348737 vez mas o importante é começar.

PS: Eu fiz um post mês passado sobre a newsletter. Ela existe sim, só tá nascendo, e o blog vai continuar existindo então talvez eu tenha me resguardado um pouco pra agora chegar atacando por todos os lados. Então assina lá também: http://tinyletter.com/strangemanners :)

Imagem: Martin Canova