Mudança: O Velho e o Novo

Postado em April 14, 2014

Augusta
Vista da casa nova <3

Última noite nesse apartamento que por três meses chamei de ‘meio meu’. Estou escutando Fiona Apple, jogada em um colchão velho olhando as poucas coisas que restam no quarto, além de todas as minhas roupas. Deveria ser uma cena deprimente, mas estou tão feliz que me atrevo a falar que é um ‘melancólico bonito’. Por mais que eu não me apegue muito a lugares, quando sei que eu terei horas contadas acabo ficando super nostálgica, como a maioria das pessoas. Olho pro lado e lembro das coisas que nesse super curto espaço de tempo aconteceram aqui: as pessoas que visitaram o apartamento, as coisas que senti e sofri, as risadas que dei e os poucos momentos que fiquei sozinha. Vou sentir saudades de ver árvores e muito verde logo pela manhã.

Por outro lado, vou dividir um apartamento com a mesma amiga que já divido e mais uma prima que, por milagres e coisas boas, tem ainda se tornado uma amiga. Teremos uma sala maior e bem mais a nossa cara (mesa vai ser colorida, cada cadeira de uma cor e todos esses detalhes que vou dividindo aos pouquinhos por aqui), teremos uma cozinha própria pra cozinhar e poderei comprar assadeira, panelas boas e tudo que preciso pra fazer as coisas que gosto, ou seja, mais receitas vem por aí. Mas acima de tudo: terei um quarto. Dividia antes o quarto e a cama com essa amiga, mas agora terei uma cama grande e gostosa, uma mesa, cadeira, armário e acima de tudo, privacidade. Vamos morar logo na rua abaixo, na Augusta, no meio de todo caos da noite paulistana e vai ser no mínimo interessante.

Amanhã tem, o primeiro de muitos, vinho pra brindar a nova fase da minha vida com essas meninas lindas.

Lollapalooza 2014

Postado em April 8, 2014

Lolla

Acredito que todo mundo sabe que esse final de semana que passou foi o Lollapalooza. Ainda tenho tentado processar tudo que aconteceu nesse final de semana, mas resumindo bem rápido: foi lindo. Fui em todas as três edições brasileiras e na primeira chilena, e posso falar que mesmo esse sendo, inicialmente, o line up menos interessante para mim foi também o melhor festival que eu já fui.

Diferente das duas primeiras edições, o Lolla aconteceu esse ano no Autódramo de Interlagos, ou seja, longe de tudo e todos, e muito maior do que o Jockey Club dos anos anteriores. No sábado, fui para assistir uma quantidade enorme de shows, mas obviamente que não dá pra ver tudo. Acabei perdendo o Capital Cities, mas peguei grande parte do Cage The Elephant, metade do show do Imagine Dragons, mas logo saí pra ir pra quase-grade da Lorde que fez um show lindo. Se a menina com 17 anos faz uma apresentação tão intimista e gostosa como aquela, não sei o que vai ser dela daqui uns cinco anos. Saí de lá feliz, arrepiada e amando mais ainda esse álbum que é um dos meus preferidos do ano passado. Não consegui assistir Nine Inch Nails mesmo tentando, e infelizmente, com pouco tempo e muitos shows você tem que priorizar e acabei indo sentar porque estava exausta. Me bateu um arrependimento depois de ler vários amigos falando super bem da apresentação Trent e do set como um todo, mas não dava pra mim. Em compensação, me acabei no Disclosure, dancei horrores, e gastei todas as energias que tinha acabado de carregar. A melhor parte é que não tinha muuuita gente, se for comparar com o público do Muse, que eu particularmente acho um porre.

Imagine Dragons

Pior parte do dia foi ter que passar o perrengue do metrô na volta, da fila imensa pra chegar na estação e aquele bando de gente passando por apenas cinco catracas. Não foi fácil, ainda mais super cansada como estava. Mas uma das melhores partes do dia, além do show da Lorde, foi finalmente conhecer pessoalmente a Gabi. Ficamos quase todos os shows juntas, pudemos nos conhecer pessoalmente e conversar bastante. Não tem muita coisa melhor do que conhecer alguém que virou sua amiga graças a esse blog aqui, né? :)

Lorde

No segundo dia, confesso que cheguei no local cansada e desanimada, mas mal sabia que logo seria contrariada. Decidimos almoçar por lá naquelas tendas dos chef’s, que por sinal, ideia genial e espero que as outras edições contem com isso, e logo me meti pra ficar na grade do show da Ellie Goulding. Pra isso tive que enfrentar um sol absurdo, muito, muito calor, muita gente e um show inteiro do Raimundos. Não estou reclamando porque, pra mim surpresa, eu sabia cantar a maioria das músicas, hahaha. O show da Ellie foi bem bonito, super divertido, pulei, cantei, morri de amores por aquela loira, mas confesso que o som não estava muito bom com o baixo mais alto que a própria voz da cantora.

Disclosure

Depois disso, corremos pro Vampire Weekend que é outra banda que eu adoro, mas que foi a minha maior decepção do festival inteiro porque parecia que eles não estavam com nenhuma energia pra estar lá. Não sei se senti isso por ver o show bem distante, mas não dancei e me animei tanto como imaginava. Mal sabia eu que meu dia seria salva pelos próximos dois shows maravilhosos: Jake Bugg e Arcade Fire. Não dava nada pro Jake Bugg, mas sentar no chão, conversar com os seus amigos e ficar vendo o show de longe ouvind uma música estupidamente boa foi tudo que precisava naquela hora. Saí apaixonada por ele e grata pela hora de pura alegria e sensações maravilhosas que a música dele me transmitiu e fui direto pro Arcade Fire que sabia que seria lindo, mas não tão emocionante como foi. Resumindo: pulei, lagrimei, fiquei arrepiada, sorrindo, e todo o mix de emoções que só uma banda realmente boa pode te transmitir.

Saí de lá esgotada, cansada como poucas vezes na vida, mas muito, muito feliz. Esse provavelmente foi o melhor festival que já fui na vida, e que me deu mais momentos inesquecíveis. Agora, que venham os próximos desse ano e o Lolla em 2015. :)

Lindos

Lolla

Lolla

Lolla

Look Lolla

E ah, tem review do Lolla do ano passado nesse post aqui.

Tatuagem

Postado em April 2, 2014

Tem algum tempo que eu queria fazer esse post, e confesso que enrolei, mas por motivos óbvios. Queria registrar aqui a tatuagem que fiz nesse momento na minha vida. Não tem essa de ter significado, até porque tem, mas são coisas que eu guardo pra mim e que são mais pessoais, mas digo uma coisa: já tinha outras só que toda vez que faço uma nova, relembro como vicia.

A primeira que eu fiz foi quase dois meses atrás. Tinha visto as tatuagens lindas da Bia e resolvi que faria no mesmo tatuador que o dela. Amiga linda como ela é, me levou, acompanhou e ainda tirou umas fotos do processo. E foi aquela coisa: cheguei com um desenho meio que com a ideia de que seria aquilo lá, mas o tatuador começou a trabalhar em cima, dei uma opinião aqui e ali e falando quando não gostava das coisas, mas duas horas depois o desenho estava pronto. Começamos a tatuar na mesma hora, e durou cerca de três horas no total. Confesso que doeu menos do que eu esperava, mas ainda assim deu pra sofrer um pouquinho.

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A segunda, infelizmente, esquecemos de registrar o processo com a máquina mesmo. Feita esse sábado, foi aquela certeza que precisava dela no meu corpo logo após a tatuagem anterior. Já queria fazer mas não sabia quando faria, e quando tatuei a coxa, decidi que seria lá também e o quanto antes. Não demorou muito e já marquei a sessão, voltei no mesmo tatuador, com a Bia (obrigada novamente, coisa linda!) e sofri mais um pouquinho. Aliás, nem tanto assim porque pra mim surpresa a parte da frente da coxa dói bem menos do que atrás, mas achava que seria o contrário. Chegando lá o desenho já estava quase que todo pronto, modifiquei um pouquinho, mas nada absurdo, e sentei pra tatuar. No geral, foi um pouco menos demorado, cerca de duas/duas horas e meia e com a dor bem mais tolerável. Deu até pra terminar o livro pro Clube do Livro!

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No momento, ando apaixonada por essa tatuagem de uma forma que nem eu imaginava que ficaria, tentando me controlar pra não fazer outra tão cedo e feliz por ter riscado mais um dois itens da minha listinha. Caso alguém tenha se interessado, o endereço do estúdio que eu fiz é esse aqui:
Gelly’s Tattoo - Av. Nova Cidade, 560. - Vila Olímpia, São Paulo – SP. – Contato: (11) 2364-3010/8517-6877

Música: London Grammar

Postado em March 25, 2014

London Grammar

Tem mais ou menos um mês que eu estou apaixonada pela voz da Hannah Reid, a vocalista da banda London Grammar, que conta com outros dois integrantes: o Dan, também vocalista e guitarrista, e Dominic. Conheci a banda daquela forma bem 2007, sabe? Isso mesmo, Last.Fm. Como várias da bandas que eu escutava estavam em ‘parecidos’ resolvi conhecer, mas confesso que não acho eles parecidos com nada em particular e isso que me fez gostar tanto deles.

Eu coloco essa banda naquela categoria pra você ouvir antes de dormir, quando quer relaxar, ou só pra pensar mesmo porque as letras são lindíssimas e a maioria bastante triste. E muita, muita coisa que eles cantavam era exatamente o que eu sentia, mas não tinha palavras pra descrever. A banda tem um álbum lançado a pouco mais de um ano, e espero, torço, acendo fogueira pra que eles venham logo pro Brasil.


Don’t you know that it’s only fear. I wouldn’t worry, you have all your life.
I’ve heard it takes some time to get it right. 

Maybe I’m wasting my young years, it doesn’t matter if…
I’m chasing old ideas, It doesn’t matter if…

E um cover bem feito nunca é demais:

Uma carta para meu eu de 10 anos atrás

Postado em March 19, 2014

Letter

Querida Tany,

Sei bem que você já vai começar a ler isso com a maior impaciência do mundo. Você é, e por muito tempo será, muito estressada, mas te peço uma coisa: calma. Tenha calma porque você estará entrando em uma fase nova da sua vida que vai te moldar pra sempre e muitas das coisas que estão acontecendo e vão acontecer você não poderá voltar atrás. Sabe essa vontade de querer viver tudo agora? De querer conquistar o mundo em todas as partes dele? Pois é, não vai acontecer. Não é possível por mais sonhadora e ambiciosa que você seja. Uma coisa: não pise em ninguém pra ter o que você quer. Você vai errar, é feio e você perderá pessoas importantes. Também não se preocupe, a maioria das pessoas que você chama de amigos vão te magoar, ou pelo menos os mais próximos, mas logo depois você vai conhecer as pessoas que estarão com você até hoje, e sabe aqueles ali que já são amigos um pouco antigos? Boa notícia: eles ainda vão continuar na sua vida.

Te peço um pouco mais de compreensão com os outros, paciência com você mesma e educação porque você é e por muito tempo vai ser bem estressadinha e respondona. A sua sorte é que sua mãe e as pessoas que realmente te amam vão relevar muito isso. Não se apresse pra amar, muito menos ser amada. Isso vai demorar pra acontecer, mas quando a hora chegar, você escolherá pessoas boas, será feliz e descobrirá o real sentido do amor. Tudo que você acha que sente não é nada comparado ao que estar por vir, tanto nas horas boas e como ruins. E sabe aquele desejo de viajar e conhecer o mundo? De querer ir conhecendo seus amigos da internet seja lá de onde forem? Boa notícia, você vai conseguir realizar grande parte disso. Foca nisso. Foca em juntar dinheiro pra viver essas experiências que vão te marcar tanto e sabe o melhor? O mundo lá fora é mais maravilhoso do que você sonha.

De resto, te peço pra pensar duas, três vezes antes de falar e fazer as coisas. Quem sabe se você começar agora quando chegar nessa idade, algumas coisas tenham sido evitadas, ou muitas coisas. Acima de tudo, Tany, te desejo felicidade e só posso te falar uma coisa: vai atrás do que é teu garota porque tá guardado e quando você começar a se esforçar de verdade aos poucos você vai ver seu trabalho gerar frutos e teus desejos vão começar a se realizar.

E caso isso ainda te deixe com medo, como eu sei que você vai estar, te conto mais uma coisa: você vai ser feliz. E isso é uma sorte que nem todos tem. Eu de agora confio em ti. Tenta confiar em você também.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation. Um dos temas desse mês foi baseado na série de posts do Hypeness chamado “Uma Carta”.

Ela e Eu

Postado em March 15, 2014

Enrolei e enrolei, mas finalmente assisti Her. Voltei andando pra casa pensando na vida como eu não fazia há algum tempo, me sentindo meio cheia e meio vazia, meio diferente..

Him

O motivo de ter demorado tanto pra assistir esse filme é porque eu sabia que ia me identificar, mas não a esse ponto. Em vários momentos do filme caíram lágrimas dos meus olhos por saber exatamente o que eles estavam se referindo: aquela felicidade de ter alguém pra dividir a coisa mais banal do mundo, mesmo que essa pessoa esteja longe, mas parecendo estar tão próxima de você de uma forma que ninguém mais está, a indiferença a fazer papel de babaca se isso faz quem você ama rir, a saudade que mata no meio da noite, mas aquece teu coração quando você escuta um ‘Eu queria estar aí’, os problemas que seriam mais fáceis de lidar se você só tivesse a pessoa ali, do seu lado. A carência, a falta de contato, a distância emocional que, eventualmente, você adquire. Tudo isso qualquer pessoa já passou ou vai passar uma vez na vida seja com alguém do seu lado, um sistema operacional ou alguém um pouco mais distante. Isso é amor e é relacionamento.

A parte que mais confundiu foi não saber quem eu era. Uma hora eu era o Theodore e outra a Samantha. Me senti a mistura dos dois, mas acho que uma relação é isso, né? Nunca alguém é o que está sempre presente e a outra pessoa que está sempre longe, é uma balança, tudo é questão de balancear. E é difícil. E assim se passam mil noites em claro, outras com aperto no coração e outras por felicidade.

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Me pego relembrando segundo atrás de segundo essa quote do filme porque é exatamente isso que eu ando sentindo e pensando faz algum tempo. Será que depois de viver algo tão real e puro nada vai ser melhor? Por ter expericiado tanta coisa na minha vida, será que acabou? Será que algum dia eu vou sentir algo remotamente parecido com aquilo de novo?

Mas como tudo na vida, existe um começo, meio e eventualmente, um final. Seja ele como for, pelo menos eu vivi, o Theodore viveu, e até a Samantha viveu. Isso fez de cada um alguém melhor, mais evoluído e sortudo por ter sentindo ali dentro o que é amar e ser amado de volta. Sem jogos, sem mistérios, sem nada além do simples e puro amor.

Her02

Livro: Na Natureza Selvagem

Postado em March 12, 2014

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Na Natureza Selvagem (Into The Wild), Jon Krakauer, 202 páginas. Editora: Pan Books

Como falei nesse post aqui eu e a Brunna criamos um clube do livro no ano passado. Aliás, graças a ele e a outros dois que participo comecei a ler bem mais do que lia antes. Com isso, decidi que todos os livros que ler vou compartilhar a opinião aqui também.

Mês passado foi escolhido “Na Natureza Selvagem” e fiquei bastante empolgada em ler o livro. Dois motivos: adoro o filme e adoro livros sobre ‘jornadas’. Grande engano: o livro não tem tanta coisa de jornada/viagem e não é parecido com o filme. Pra quem não sabe, o livro e o filme contam a história do Christopher McCandless que abandona tudo depois que se forma na faculdade para ir de mochila viver no Alaska, sem ninguém, sem comida, sem nada, por alguns meses. Durante toda a jornada até ao Alaska ele encontra várias pessoas interessantes que acabam o ajudando, e meio que sem querer, mudando a vida delas.

O livro é baseado em fatos reais. Aliás, ele é mais uma grande matéria jornalística do que uma biografia em si, mas foi uma leitura interessante porque não tinha lido nada parecido até hoje. Confesso que o livro tem partes lindas, que me fizeram chorar e ficar com o coração na mão, mas ao mesmo tempo pode ser incrivelmente entediante em certos assuntos específicos que o autor resolve tratar, como até o motivo dele (o autor) chegar onde chegou, ou confuso já que não existe uma ordem cronológica nos acontecimentos da vida de Chris e se eu não lembrasse do filme, provavelmente teria ficado super confusa.

Em termos de história, o filme é bem mais interessante e recomendo até assistir antes, mas é uma leitura mais do que recomendada. É um livro curtinho, fácil de ler, e acima de tudo, incrivelmente apaixonante, assim como o próprio Christopher.

Vou tentar também falar sobre os livros que eu li desde então, mas paciência porque nem todos foram realmente interessantes.

Obs.: Sei bem que a foto do post é do filme e não do livro, mas.. como a capa é medonha e não tem uma foto melhor, resolvi pegar uma do filme mesmo.

O Primeiro e Melhor Carnaval da Minha Vida

Postado em March 6, 2014

Durante toda a minha vida eu passei o carnaval do mesmo jeito: enfiada em casa vendo séries e filmes até porque nunca fui ir pra bloco ou pra multidão beber cerveja quente e ficar com o pé doendo de tantas horas em pé. Carnaval pra mim nada mais era do que uns dias que eu podia fingir que estava, novamente, de férias, mas esse ano eu resolvi mudar tudo e como primeiro carnaval fora de casa, fora da minha cidade, com um capítulo novo da minha vida, eu só queria aproveitar. De presente ainda recebi uma amiga de anos de internet pra ficar me fazendo companhia durante o feriado e a companhia de outra que sempre está do meu lado.

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Preciso resumir desde já: nunca me diverti tanto na vida. Além de ter essas duas comigo, o feriado foi lotado de personagens bizarros que você nunca iria imaginar que existiriam, de pessoas que dividiram alguma parte do dia conosco, mas principalmente de muita conversa, questionamentos e confissões de fim da tarde ou meio da madrugada com essas duas. Seja indo em mais festas open bar nesse feriado do que já fui na vida inteira, almoçando as cinco da tarde, vendo um filme ou tentando andar depois de comer muita comida mexicana, chegando no bar na hora que ele abrir, ou deitadas no sofá dormindo de cansaço, passei o carnaval com as melhores companhias e não trocaria por nada.

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A melhor parte é que tem tanta foto pra lembrar desses dias, pena que a maioria não é postável, que ele mal acabou e já me deixou com um aquele sentimento agridoce dentro do peito. Missão cumprida: aproveitei esse Carnaval de todas as formas possíveis e com as melhores companhias. Que venha o próximo! :)

And.. We’re Back!

Postado em February 27, 2014


(Roubada na cara de pau do Instagram – segue lá!

Sei que prometi que atualizaria isso sempre desde que cheguei a São Paulo, no caso, um mês e meio. Também sei que nunca deixei o blog parado por tanto tempo desde que comecei, mas as coisas mudaram de uma forma absurda. Me pego lendo o último post antes de vir pra cá e eu realmente não tinha ideia de que minha vida mudaria quase que completamente.

Resumo bem resumido: cheguei aqui só com a data da pós e agora, arranjei um emprego de gente grande, enfrento aquele caos de metrô e trem diariamente, além de estudar alguns dias da semana à noite. É desgastante, ainda não me acostumei e tem dias, como hoje, que chego exausta em casa e só quero dormir pelos próximos três dias. Tem outros que chego tão cansada que eu não consigo nem pensar em reclamar, tomo banho, vejo alguma série (estou atrasada em quase todas, por causa disso) e vou dormir.

Em compensação, eu volto pra casa todos os dias sentindo que aprendi algo novo, mesmo que seja das coisas da vida. Me sinto tão bem assim e é tão diferente de viver em uma cidade grande com cara de pequena. Também acrescentei algumas coisas na minha vida: me virar com as tarefas de casa, uma tatuagem nova na coxa, sou oficialmente mãe da gatinha mais linda do mundo, a Elena (que nesse momento tá passando pelo computador enquanto tento escrever o post), tia do gato mais assustado, o Sherlock, fiz amigos maravilhosos que me ajudaram na adaptação e nos momentos ruins. Também desapeguei e me separei de outras coisas, pessoas, e mesmo sendo doloroso passar por essa mudança, é necessário.

Enfim, a cidade é maravilhosa, as pessoas são maravilhosas e é tanta coisa que eu quero contar, compartilhar, e que ainda quero viver. Aguardem posts novos, layout novo, e etc. Espero conseguir ser muito, muito ativa nesse blog porque é uma fase nova da minha vida que eu realmente quero guardar o máximo pra olhar no futuro e lembrar que, apesar dos pesares, eu estou muito feliz.

Ninfomaníaca (2013)

Postado em January 20, 2014

A essa altura acho que todo mundo já assistiu, se programou ou ouviu falar do novo filme do Lars Von Trier. Sábado finalmente matei a minha curiosidade sobre ele que era um dos mais esperados desse ano para mim.

O filme é uma biografia das experiências eróticas de Joe, uma ninfomaníaca, contada ao Sr. Seligman que a salva após a achar jogada em um beco escuro. Assistimos desde pequena a descoberta do próprio orgão genital da pequena Joe até o início da sua fase adulta, nessa primeira parte. E por mais que tenham algumas coisas chocantes a maioria é bem convencional, falando em cenas de sexo, já que acredito que grande parte do motivo da maioria das pessoas estarem lotando as salas de cinema nas duas últimas semanas, seja por isso. Não cheguei a ler críticas nem nada, muito menos conversar com as pessoas além de um ou outro amigo, sobre o filme, mas saí da sala tendo uma experiência muito boa. Você sai pensativo do filme e eu já acho isso algo extremamente positivo.

Por ser a primeira parte, acredito que o ritmo foi mais lento e convencional comparando ao  que foi divulgado nos trailers. Mas dá pra ver uma grande diferença no trailer da segunda parte que é mostrado no final. Também senti um filme bem mais leve do que imaginava e me surpreendi que em alguns poucos momentos me vi rindo das piadas de referência que o Seligman fazia da vida sexual de Joe com pescaria. Existem cenas maravilhosas nesse filme que acredito que vou me lembrar daqui muitos anos, como acontecem na maioria dos filmes do diretor, cenas realmente lindas, que te inspiram e te fazem pensar.

Não sei vocês, mas eu realmente anseio pela segunda parte. Também quero muito reassistir o filme sem cortes, porque acho que entenderíamos bem mais de quem a Joe é se o sexo tivesse sido mostrado como intencionado, mas no geral, meu desejo no momento é avançar um ano pra ver o filme de uma vez só, as cinco horas seguidas. Tem filme que vale fazer esse tipo de coisa e esse é um deles.

E outra coisa que me agrada, é saber que cada vez mais tem saído filmes sobre sexo, geralmente relacionado ao prazer feminino, de uma forma que não é pra atrair uma audiência e excitar o espectador, mas sim fazer entender que é algo do nosso dia a dia, não é um tabu, e que sexo é uma grande parte de quem nós somos.

Ninfomaníaca (Nymphomaniac), 2013, 122min. Diretor: Lars Von Trier. Elenco: Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgard e Stacy Martin.